Pirataria legal

José Padilha pode até reclamar agora, mas um dia ele vai agradecer ao sujeito que pirateou o seu "Tropa de elite". O filme é um sucesso informal tão grande que está gerando até lendas urbanas. O camelô amigo adverte: é melhor levar o DVD pirata (que agora é vendido com várias capas diferentes) porque o filme foi proibido por denegrir a imagem de um certo batalhão da PM. A cena dura poucos segundos, diz ele, mas o número do tal quartel aparece numa das viaturas. E a informação é quente, pois lhe foi dada por um dos atores da fita, que é seu amigo de infância. A certeza é tanta que o comerciante faz uma aposta com o freguês: caso "Tropa de Elite" estréia mesmo na data marcada, ele poderá levar dois DVDs de sua escolha de graça.
No Blog do Bonequinho, do Globo Online, Bianca Kleinpaul escreveu uma reportagem sensacional falando de um misterioso "Tropa de elite 2" que já estaria à venda no Centro. E o grande Carlão Reichenbach conta no Reduto do Comodoro, num texto delicioso, como sucumbiu à tentação da pirataria. Ambos não têm a menor dúvida: o filme será um sucesso estrondoso quando chegar às telas. A pirataria foi o melhor boca a boca que "Tropa de elite" poderia ter - até porque quem compra DVD pirata geralmente não tem dinheiro para ir ao cinema, não custa repetir. Ademais, nunca se ouviu falar de nenhum blockbuster americano que tenha naufragado nas bilheterias do Brasil por ter chegado aqui antes em cópia ilegal.
Marcadores: Cinema
1 Comentários:
Cuidado com a palavra "denegrir". É racista e vem de "negro". Muitos não sabem disso (acho que ninguém sabe).
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