Ao mestre com carinho
Por Eduardo Souza Lima
Há quem diga que o Bonequinho do "Globo" foi inspirado nele. Semalhanças não faltam - ambos são magros e vivem numa sala de cinema -, mas há uma diferença fundamental: Ely Azeredo nunca foi manipulado por ninguém. No ano em que completa 50 anos de carreira, o decano da crítica de cinema carioca, ainda em atividade, recebeu ontem uma homenagem dos colegas ontem, no CCBB, no penúltimo dia da mostra Os Melhores Filmes do Ano, promovida pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ). O criador da expressão "Cinema Novo" falou sobre sua carreira e revelou que só foi censurado uma vez:
- Aconteceu quando eu trabalhava no "Jornal do Brasil". Escrevi um artigo muito crítico em relação à TV brasileira que foi devidamente arquivado. É que na época o "JB" pleiteava junto aos militares a concessão de um canal de TV e não queria comprar briga com eles.

- Não consigo pensar em ninguém. Não é por pessimismo, gosto muito dos filmes do Wong Kar-Wai, mas não vejo ainda nele a capacidade de criar uma obra como a deles ou do Fellini ou do John Ford.
Assista abaixo a trechos da conversa do Ely com a platéia do CCBB.
Parte 1
Parte 2
Marcadores: Cinema
3 Comentários:
Que bom que a Zé Pereira estava lá e registrou esse raro momento do grande Ely exercitando a crítica oral.
Muito bacana. Perdi a homenagem mas quando moleque fiz um curso de crítica com o Ely no Real Gabinete de Leitura que me orientou muito nos caminhos da crítica.
Ricardo Cota
sei que sou suspeita, mas por que tudo nesse site é bom, ou muuuuuuuuuito bom. valeu por isso aqui também, que perdi.
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