Revista Zé Pereira
Compre Aqui
Embarque
Marcha dos CineclubesO Caos Anda Sobre RodasHitler no LeblonO Caminho de Santa Teresa

domingo, 4 de novembro de 2007

Premiação do Curta Cinema



Por Estevão Garcia


Apesar do toró, da chuva torrencial e da grande tempestade que varreu parte da noite de ontem, eu, com 12 quilos de Zé Pereiras nos ombros, estive lá no Odeon na noite de premiação do Curta Cinema, Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. A cerimônia, que estava marcada para começar às 21:00, se iniciou somente às 22:42. Como de praxe, assim que abriu as portas da sala, eu deixei no balcão a Zé Pereira número 1 e dessa vez também deixei a número 2. Por causa do pé dágua, o evento de ontem não estava tão cheio quanto a abertura e o lançamentos cariocas, por isso as pilhas de revistas não desapareceram assim tão rapidamente. Não tinha falado que a Zé Pereira era um grande medidor? Para saber quantas pessoas estão no Odeon é só colocar a Zé Pereira no balcão!

Começando finalmente a cerimônia,antes da apresentação dos premiados, o Festival projetou o making off da edição de 2007. É legal ver como um evento tão fundamental como esse é feito por uma equipe numerosa que realmente acredita na sua força e importância para o audiovisual do Brasil. Geralmente os making off de festivais são meio chatos porque além de serem longos, se preocupam mais em registrar as "intimidades" de seus organizadores. Esse não, além de ter a duração ideal foi direto ao ponto ao revelar o que move a produção de uma grande festival: a paixão pelo cinema.

Vamos aos prêmios:

Internacional

Grande Prêmio - "Twist" (de Alexia Walther, França/Bélgica, foto)

Melhor Ficção - "Lição de violão" (de Martin Rit, França)

Melhor Documentário - "Na casa de campo" (de Thierry Paladino, Polônia)

Melhor Experimental - "Capitalismo: escravidão" (de Hen Jacobs, EUA)

Prêmio do público - "3 de novembro de 1957" (de Valérie Zaccomer, Eric Chantelauze e Laure Saupique, França)

Prêmio júri jovem - "Bem, são óculos" (de Atsushi Wadaa, Japão)

Prêmio Cachaça Internacional

Melhor filme português - "China" (de João Pedro Rodrigues e João Rui da Matta, Portugal)
Melhor filme musical - "Lição de violão" (de Martin Ritt, França)
Melhor filme existencialista - "A ocupante" (de Elise Simard, Canadá)
Menção honrosa - "Amin" (de David Dusa, Canadá) e "O lobo branco" (de Pierre-Luc Granjon, França)

Nacional

Grande Prêmio - "Saliva" (de Esmir Filho)

Melhor Ficção - "Pugile" (de Danilo Solferini)

Melhor Animação - "Moradores do 304 (de Leonardo Cata Preta)

Melhor Documentário - "Sentinela" (de Afonso Nunes)

Melhor Experimental - "Convite para jantar com o camarada Stalin" (de Ricardo Alves Júnior)

Prêmio do Público - "O julgamento santo e a cidade que se acabou antes de começar" (de Leo D. e William Paiva)

Prêmio especial do júri - "Solitário anônimo" (de Débora Diniz)

Menção honrosa do júri - " Satori Uso" (de Rodrigo Grota)

Prêmio júri jovem - "Verão" (de Gustavo Diniz)

Prêmio porta-curtas - "Um pra um" (de Erico Rassi), "Hotel do coração partido" (de Raoni Assis) e "A peste da janice" (de Rafel Figueiredo)

Prêmio ABDeC - "O homem da árvore" (de Paula Mercedes)
Menção honrosa - "Aranhas Tropicais" (de André Francili)e "A peste da Janice" (de Rafael Figueiredo)

Prêmio ASCINE-RJ - "Cascadura" (de Felipe Cataldo e Godô Quincas)
Menção honrosa - "Ismar" (de Gustavo Beck)

Marcadores:

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

A hora e a vez dos cariocas


Por Estevão Garcia

Em toda edição, o Curta Cinema promove uma sessão especial intitulada Lançamentos Cariocas. É o momento de conferir a última fornada de curtas-metragens produzidos na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Geralmente a noite do Lançamentos Cariocas é disputadíssima, repleta de convidados estrangeiros e nacionais, de realizadores dos filmes lançados e de suas numerosas equipes técnicas. O Odeon quase sempre fica lotado e o Lançamentos Cariocas desse ano não podia ser diferente. A sessão de ontem estava cheia, mas tão cheia que teve quem especulou que o cinema estava mais abarrotado que a noite de abertura do Festival, ocorrida na quinta-feira passada. Sem chegar a contar o número de espectadores na sala para constatar de fato qual das duas sessões estava mais cheia, o meu parâmetro foi a revista Zé Pereira. Sim, a revista foi um excelente medidor. Assim que abriu as portas da sala, com 40 minutos de atraso, eu coloquei duas pilhas da Zé Pereira número 1 em cima do balcão e em poucos minutos não tinha mais nada. O público do Festival devorou as revistas de maneira ágil e precisa. Falando na revista, não custa mais uma vez reiterar, é hoje, dia 31/10/2007, a festa de lançamento do número 3 no Puebla Café, a partir das 20h.

Mas, voltando ao Curta Cinema e ao Lançamentos Cariocas, vamos aos filmes. Ontem foram exibidos: "Pretinho Babylom" (de Cavi Borges e Emilio Domingos, foto), "Profissão voyeur" (de Carlo Mossy), "Poema sujo" (de Nicolas Viggiani) e "Irmão Bom" (de Renato Martins e Joaquim Castro). O primeiro da noite, de Cavi e Emilio, é um interessante experimento aparentado a estética do videoclipe, mas sem cair nos maneirismos que essa aproximação muitas vezes resulta. Como os próprios realizadores afirmaram na apresentação, o projeto nasceu como um videoclip, mas acabou se transformando em um curta. E mais do que um audiovisual que mudou de formato ao longo do seu processo de gestação, "Pretinho Babylom" é um estudo de ritmo e variações sonoras em torno de seu protagonista. Não vemos aqui cortes bruscos, planos curtos em demasia ou descontinuidade espacial como na maioria dos clips e sim principalmente a música como condutor narrativo. As imagens acompanham a música e não ao contrário. Até aí nada de novo, muitos já fizeram isso com sucesso, mas o que faz de "Pretinho Babylom" um belo curta não é a originalidade da proposta e sim a sua condução através de um enfoque pessoal. As falas fora de sinc aqui não são percebidas como um defeito ou uma falha técnica e sim como figuras de estilo, totalmente coerentes ao todo do filme.

"Profissão voyer" marca a volta do diretor/ator/produtor Carlo Mossy ao cinema. Um dos principais produtores e diretores cariocas de Pornochanchada, com a dissolução do gênero no inicio dos anos 80, Mossy como muitos outros realizadores de comédias eróticas, migrou para o sexo explícito. Esquecido e relegado ao ostracismo durante anos, Mossy ressuscitou no começo dos anos 2000 graças a exibição de seus filmes pelo Canal Brasil. Tornado cult de uma hora pra outra, Mossy hoje usa ao seu favor a fama que adquiriu nos anos 70. Geralmente o que é desprezado pela crítica e pelos intelectuais há 30 anos atrás, é recuperado nos dias de hoje. Veja o exemplo da chanchada, tão espinafrada pelos círculos cultos nos anos 40/50 foi cultuada a partir dos anos 70/80. A comédia erótica brasileira setentista ainda não foi acolhida pela crítica especializada, pela academia e pela historiografia do cinema brasileiro como as nossas comédias musicais, mas ao menos ela já é objeto de adoração de alguns. "Profissão voyer" como afirmou o diretor no palco do Odeon, é uma espécie de piloto para uma série que será produzida para o Canal Brasil. O curta já carrega ares televisivos e gira em torno da fórmula clássica de comédia de erros + troca de casais. Não deixa de ser curioso ver o retorno de Carlo Mossy fazendo o que ele sempre gostou de filmar.

Os dois últimos filmes são duas "cinebiografias". "Poema sujo" conta a experiência do poeta Ferreira Gullar ao longo de seu exílio argentino, momento em que ele escreveu em 1975/76 o livro de mesmo nome. Narrado em off pelo próprio Ferreira Gullar, o curta procura realizar um mergulho no processo criativo do poeta. "Irmão bom" é uma homenagem ao cineasta recentemente falecido Sérgio Bernardes. Os dois curtas não desejam realizar um retrato de personagem padrão ou uma biografia no formato tradicional. O primeiro tenta sair dos moldes comuns tentando se focar em um recorte bem delimitado (a escrita do "Poema sujo") e o segundo montando um registro não linear e cronológico de Bernardes. Optou-se por não mostrar imagens de seus filmes e sim as palavras evocadas em seus depoimentos e o semblante de sua imagem.

Até o Lançamentos Cariocas do ano que vem.

Marcadores:

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Primeira sessão, Primeiros Quadros


Por Estevão Garcia

A sessão de abertura do Curta Cinema ocorrida na noite de ontem no Cine Odeon mostrou aos convidados um resumo do que o evento exibirá nas próximas duas semanas. Assim, tivemos a oportunidade de ver pelo menos um filme de cada retrospectiva especial. Sabiamente a curadoria optou por não exibir nenhum curta das competitivas nacional e internacional, pra não acabar dando privilegio a alguns filmes em detrimento de outros. O que vemos ontem foi: "Meu nome é Gal" (1970), da retrospectiva Antonio Carlos da Fontoura; "Johann Sebastian Bach: Fantasia G-moll", (1965) da sessão especial dedicada ao animador tcheco Jan Svankmajer; "Rey Muerto" (de Lucrecia Martel, Argentina, 1995, foto) do Foco Argentina; "La Lettre"(1998), da retrospectiva Michel Gondry; "Asas, sombras, bicos e unhas de sonho" (de Beto Brant, Brasil, 2006), o único filme da sessão que não faz parte de nenhuma retrospectiva do Festival; e "Seams" (de Karim Aïnouz, EUA/Brasil, 1993,) da sessão Primeiros Quadros.

O filme de Antonio Carlos da Fontoura chama mais a nossa atenção pela curiosidade do que propriamente por suas qualidades. Sendo uma reunião de três videoclipes em uma única cópia que mais parecia uma VHS, a coletânea de três canções belamente interpretadas por Gal Costa, da maneira em que foi exibida, aparentava caber mais adequadamente como extra de um DVD do que projetado como um curta-metragem. A equipe técnica conta com Lauro Escorel na fotografia e Davi Neves na produção. O ano era 1970 e apesar da deficiência da cópia, dava para perceber o requinte da fotografia de Escorel, bem afinada com a época e coerente com o visual e a persona de Gal. O tom psicodélico pop das cores e determinadas referências iconográficas buscadas por Fontoura nos sugere que aqui essa pesquisa pelo mundo pop/kitch/cafona é apenas um esboço do seria aprimorado quatro anos depois em "Rainha Diaba".

"Johann Sebastian Bach: G-moll", de Svankmajer, nos serviu como um aperitivo ou como uma entrada que estimula o nosso apetite em acompanhar todas os três programas dedicados aos seus filmes de curta duração. A sensibilidade surrealista presente em suas construções imagéticas, o apuro no desenho sonoro, o ritmo e a cadência equilibrada fazem de "Johan Sebastian" um interessante convite a um passeio pela obra do animador de nome quase impronunciável. "Rey Muerto", ao contrário do curta de Savankmager, não é um convite e sim uma constatação. Para quem conhece os dois brilhantes longas de Lucrecia Martel "O pântano" e "A menina santa" a experiência de assistir esse curta apenas comprova o seu enorme talento. Mais do que a tentação de procurar encontrar nesse curta de 95 características estilísticas que posteriormente seriam retrabalhadas em seus longas, ver "Rey Muerto" sublinha a pulsão e a relação visceral estabelecida entre a diretora e o cinema.

"La lettre" nos descreve a relação de Stephane com o seu irmão mais velho que o incentiva a perder a timidez e se declarar a menina de seus sonhos. Desconsiderando alguns maneirismos e alguns excessos que nada acrescentam à visualidade e a narrativa do filme, "La lettre" possui bons momentos como a seqüência onírica em que o protagonista se converte em uma máquina fotográfica ambulante no meio do ano novo. "Asas, sombras, bicos e unhas de sonho" de Beto Brant possui apenas três minutinhos e se constitui em um exercício do autor feito com a câmera de seu celular. Inédito e exibido especialmente para a abertura do Festival, o pequeno filme de Brant nos dá a sugestão de que a arte do audioviosual é ampla e que não deve se restringir apenas aos formatos mais consagrados. É possível criar e fazer cinema com o celular. O impulso poético do curta de Brant permanece na tela quando vemos os primeiros fotogramas de "Seams". Karin Ainouz, depois de morar anos no EUA, retorna ao Ceará onde viveu sua infância e constrói um revelador ensaio com as suas cinco tias. Memória, nostalgia e necessidade de se registrar algo que está na iminência de se perder aqui se fundem. Aïnouz ao mesmo tempo em que quer fazer uma breve viagem ao passado, pretende capturar com a sua lente o presente fluído e efêmero de suas tias carismáticas e excêntricas. O filme de Karim nos faz pensar que a sessão Primeiros Quadros é mais uma boa pedida para se assistir durante o festival.

Marcadores:

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Curtas a valer


Por Estevão Garcia

Começa hoje e vai até o dia 4 de novembro a 17º edição do Curta Cinema - Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro. O Festival desse ano ao todo exibirá nada mais nada menos que 252 curtas-metragens. É uma oportunidade única para quem deseja conferir o que de mais novo e interessante está se produzindo no Brasil e no mundo em um formato ainda pouco privilegiado em termos de difusão. O Curta Cinema de 2007 oferece a nós, espectadores cariocas, 48 filmes de 23 países e 52 produções de 10 estados brasileiros. Teremos a chance de ver curtas de países distantes, que de outra forma dificilmente chegariam às nossas telas, como o romeno "Exame" de Paul Negoescu e curtas brasileiros produzidos fora do eixo Rio-São Paulo como "Peiote" (de Cao Guimarães, Minas Gerais, 2007), "Satori Uso" (Rodrigo Grota, Paraná, 2007, foto acima), "Sensações contrárias" (de Matheus Rocha, Amadeu Albam e Jorge Alencar, Bahia, 2007) e "Cabeceiras" (de Ana Bárbara, Paraíba, 2007). Por incrível que pareça muitas vezes o audiovisual brasileiro não carioca e não paulista é tão desconhecido e pouco visto por aqui quanto curtas húngaros ou suecos. O Curta Cinema é então um dos poucos eventos que pelo menos uma vez por ano tenta suprir essa nossa grande deficiência/carência audiovisual.

Além da mostra competitiva nacional (nove sessões) e da internacional (oito sessões) o Festival oferecerá retrospectivas especiais como uma sessão dedicada aos curtas realizados pelo crítico e cineasta Jairo Ferreira: a sessão Primeiros Quadros onde poderemos conferir os primeiros exercícios cinematográficos de diretores brasileiros hoje premiados como Karim Ainouz, Cláudio Assis, Beto Brant e Tata Amaral. Uma sessão em homenagem aos curtas de Antonio Carlos da Fontoura, em sua totalidade aproximações ao processo criativo de músicos e artistas plásticos. Curtas como "Mutantes" (1970), "Ver ouvir" (1966) e "Heitor dos Prazeres" (1965) são alguns dos destaques da sessão - homenagem ao diretor do clássico "Rainha Diaba". Outro homenageado será o cineasta e baterista Michel Gondry. Diretor dos filmes "A natureza quase humana" e "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" e renomado diretor de videoclipes, o realizador francês terá 15 produções suas (entre clipes, ficções e animações) exibidas no festival.

Uma atenção especial também precisa ser dada ao Foco Argentina. O foco direcionado ao nosso país vizinho se subdivide em: uma pequena retrospectiva Fernando Birri, uma sessão composta por curtas argentinos contemporâneos e outra de curtas argentinos dos anos 90. Essa última é o destaque principal do Foco porque mostrará pela primeira vez no Brasil os curtas dos principais diretores do chamado Nuevo Cine Argentino. Serão exibidos "Mocoso mal criado" (1993) e "Negócios" de Pablo Trapero, "Ojos de fuego" (1995) de Daniel Burman e "Rey Muerto" (1995) de Lucrecia Martel. O Festival acontecerá no Cine Odeon, no Ponto Cine, no Cine Santa e no Cine Glória. Os ingressos custam 5 reais e o passaporte com direito a toda programação está no preço promocional de 15 reais. Nessas duas próximas semanas, a febre do curta-metragem tomará conta do Rio.

Marcadores:

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Curta Cinema

DEBATE

Curta na Mídia: veiculação, inserção na imprensa e novas perspectivas.
Uma questão fundamental no universo do curta-metragem, para além do âmbito
da produção, diz respeito à sua visibilidade. Esse debate pretende levantar uma
discussão sobre a presença do curta nas mídias tradicionais e as novas perspectivas
que se abrem, especialmente pela Internet, em sites de conteúdo audiovisual,
e pelo novo papel desempenhado por canais de televisão paga.

Data: 26/10 (sexta-feira), das 17h30min às 19h30minh.
Local: Cine Glória (Memorial Getúlio Vargas) -
Praça. Luís de Camões s/nº - subsolo - Glória

Mediador:
Ailton Franco Jr.:
Produtor de cinema e diretor do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema.

Debatedores:
Ariel Alexandre:
Idealizador e Diretor Executivo do Videolog, (primeiro portal de compartilhamento de vídeos do Brasil) e
locutor da Rádio MIX FM RJ.
Bianca Kleinpaul:
Subeditora de Cultura do Globo Online e repórter especializada em Cinema. Assina ao
blog do Bonequinho com Rodrigo Fonseca. Pós-graduada em Jornalismo Cultural , na Uerj.
Eduardo Souza Lima (Zé José):
Cineasta, jornalista e crítico de cinema. Dirigiu o longa-metragem "Rio de Jano".
Editor da revista "Zé Pereira".
Wilson Cunha:
Jornalista e diretor geral do canal Multishow. Apresentador da coluna semanal
sobre cinema e DVD no programa "Qual é a Boa", no mesmo canal.

Sônia Müller
Debates Curta Cinema 2007
www.curtacinema.com.br

Marcadores: