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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Geléia sonora


Amanhã é dia de Geléia Moderna na Roquette Pinto FM (94,1 MHz). O programa comandado pelos DJs Brant e Jorge Lz, com o auxílio luxuoso da Srta. A - o mesmo trio do LapaLounge - vai ao ar a partir das 17h, tendo como convidados o ex-Barão Vermelho Dé Palmeira e Marcello Lacerda, do blog Monstro do Pântano. Nas picapes, Brian Wilson, Cold War Kids (foto), I'm From Barcelona etc. Você também pode ouvir o programa aqui.

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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Filmando por música


Começa amanhã, no CCBB (Rua Primeiro de Março, 66, Centro), a mostra "Luz, câmera, música!: Cineastas compositores", que vai exibir 14 filmes de diretores que compõem suas próprias trilhas sonoras. São sete diretores de diferentes nacionalidades e ritmos: o bósnio Emir Kusturica, o americano Hal Hartley, o espanhol Alejandro Amenábar, o alemão Tom Tykwer, o inglês Mike Figgis, argelino Tony Gatlif e o brasileiro Carlos Reichenbach. Do Carlão passam "Extremos do prazer" e "Alma corsária" (foto). A programação completa da mostra, que fica em cartaz até o dia 17, está aqui. Ingressos a R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia, válida para estudantes, professores, correntistas do Banco do Brasil e maiores de 65 anos). Em Brasília a mostra acontece de 19 a 31 e em São Paulo, de 20 a 31.

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Piazzolla à brasileira


O quarteto LiberTango lança hoje, às 19h, o álbum "Cierra tus ojos y escucha" em show gratuito no Allegro Bistrô, da Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana). Formado pela pianista argentina Estela Caldi, pelo saxofonista e flautista Alexandre Caldi, pelo acordeonista e pianista Marcelo Caldi e pelo cantor Marcelo Rodolfo, o grupo, que há 12 anos reinventa a obra do bandoneonista e compositor argentino Astor Piazzolla, vai interpretar temas como "Invierno porteño", "Escolaso", "Siempre se vuelve a Buenos Aires" (Piazzolla e Eladia Blazquez), "Alguien le dice al tango" (com letra de Jorge Luis Borges), "La muerte del ángel" e a faixa-título, com participação do baixista André Santos. Reservas e informações pelo telefone 2548-5005.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

Cultura predatória

Por Eduardo Souza Lima




Funciona mais ou menos assim: o prefeito tem, digamos, R$ 100 mil para gastar no São João. Contrata três bandas de fuleiragem music – ou forró eletrônico –, a R$ 30 mil cada, para tocar na cidade. Com os R$ 10 mil que sobram, ele enfeita a cidade e ocasionalmente paga as atrações locais. De bolsos forrados, o pessoal das bandas demonstra a sua gratidão sem o menor constrangimento. No bar onde eu estava ontem, aqui em Vitória de Santo Antão (PE), uma tela de plasma mostrava um show dos Aviões do Forró em Estância, Sergipe. O cantor do grupo vez por outra convidava para subir ao palco o prefeito Ivan Leite e o senador Albano Franco, ambos do PSDB – o DVD vira peça de campanha eleitoral bônus. Qualquer tentativa de se ouvir um som diferente é soterrada por toneladas de decibéis. Quando acaba a festa no palco, continua nos bares e restaurantes: parece ser obrigatório tocar só este tipo de música na região. E dá a impressão de haver uma disputa entres os estabelecimentos locais para ver quem tem o som mais potente. Assim vão se descaracterizando e uniformizando as festas juninas, vão se destruindo tradições.

As micaretas transformaram praticamente todos os carnavais do Nordeste em cópias de carnaval baiano – inclusive o baiano. Os conjuntos de fuleiragem music geralmente vêm do Ceará e, como os trios elétricos da Bahia, são criados por empresários - que são donos de emissoras de rádio e de gravadoras -, não por músicos. A maioria tem Forró no sobrenome, mas de baião, xote e xaxado só têm as letras de duplo sentido e a sanfona - que às vezes dá para ouvir entre os teclados eletrônicos e os metais. O ritmo que eles tocam, na verdade é uma mistura de axé music e breganejo. Geralmente no palco há um casal de cantores, ambos com vozes muito estridentes, luzes em profusão e bailarinas seminuas exibindo os seus dotes. Se alguém lucra com a pirataria são eles: os camelôs são uma forma de difusão mais eficaz do que o rádio. Praticamente todos têm TVs para exibirem seus DVDs, e ambulantes andam pelas cidades empurrando seus carrinhos de CDs com som ensurdecedor. Não há escapatória.

Cada um ouve o que quer, é claro; o problema é obrigar o outro a ouvir o que não quer. Isso é totalitarismo cultural. Essas ondas costumam ser passageiras - a próxima pode vir do Maranhão, de São Paulo ou do Rio Grande do Norte -, mas os seus efeitos devastadores, não. Por onde elas passam, resta apenas terra arrasada.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

Cultura afro-brasileira em curso

Estão abertas as inscrições para o curso Aspectos da Cultura Negro-africana na Música Brasileira, ministrado por Leonardo Sá, pianista, compositor, pesquisador e coordenador educacional da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira desde 2002 e professor da Fundação Getúlio Vargas e da Escola de Música Villa-Lobos. As aulas serão divididas em oito encontros, às segundas-feiras (entre 7 de julho e 1º de setembro), das 19h às 21h, no Centro Cultural Municipal José Bonifácio (Rua Pedro Ernesto, 80, Gamboa). O curso é gratuito. Mais informações pelo telefone 2233-7754.
O Centro Cultural Municipal José Bonifácio promove mais três cursos sobre cultura negra no Brasil em breve: Arte, África e Brasil, com Roberto Conduru; Literatura Afro-brasileira, com Fernanda Felisberto; e Culto à Ifá, com o babalaô nigeriano Afixe.

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Björk é jazz!


No LapaLounge desta semana, destaque para a Travis Sullivan's Bjorkestra, orquestra que transforma em jazz as músicas da Björk. Mas também rola The Zutons, grupo de Liverpool que está lançando seu terceiro álbum, "Always right behind you" e Say Hi To Your Mom, banda sueca que chegou ao seu segundo disco, "Here comes the wind". O convidado desta vez é Marcelo Larrosa, ex-baixista do Hojerizah, e a indefectível Srta. A faz a agenda cultural. A produção e a apresentação são dos DJs Jorge Luiz e Brant. Também dá pra ouvir e baixar o programa aqui.

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Crocodilagem no LapaLounge


Jacaré na Débora Secco anda no programa LapaLounge desta semana. A seção Tirando a Poeira vem de Arrigo Barnabé e suas "Diversões eletrônicas", do antológico disco "Clara Crocodilo". Também são destaque no programa dos DJs Jorge Luiz e Brant e da Srta. "A" a banda inglesa The Draytones, a americana Clare & The Reasons e a suíça The Young Gods. O pessoal manda avisar que, caso você tenha alguma dificuldade para baixar o programa, envie um e-mail para lapa.sucupira@gmail.com informando se seu equipamento é Mac ou PC, que eles te dizem o que fazer.

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quarta-feira, 26 de março de 2008

AcariOcamerata ao vivo na Tijuca


Quem perdeu o concerto de lançamento do excelente primeiro CD da AcariOcamerata, do Selo Rádio MEC, tem mais uma chance de ver a orquestra em ação amanhã, no Centro Municipal de Referência da Música Carioca (Rua Conde de Bonfim, 824, Tijuca). Os ingressos custam R$ 20, com meia-entrada (R$ 10) para estudantes e maiores de 65 anos.

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terça-feira, 18 de março de 2008

AcariOcamerata na Sala Cecília Meireles


Nascida do Centro de Ópera Popular de Acari, a orquestra AcariOcamerata lança o seu primeiro disco amanhã, a partir das 20h, na Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47). No repertório, obras de Carlos Gomes, Villa-Lobos, Guerra-Peixe, Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, Egberto Gismonti e Bach, que entra no roteiro com a Fuga da Suíte nº 2. A AcariOcamerata é formada por André Paiva (flauta), André Cesari (bandolim), Bruno Carvalho (cavaquinho), Eduardo Duque (cavaquinho), Iuri Nascimento (viola Caipira), Edmilson Abreu (viola caipira e violão), Carlos Oliveira (violão), Davi Menezes (violão), André Gomes (baixo acústico), Sílvio Sanuto (percussão) e Caio Cezar (direção artística e regência). O violoncelista inglês David Chew, os flautistas Antônio Carrasqueira, David Ganc e Mário Sève, o violoncelista americano Eugene Friesen e a violinista e rabequeira Ana de Oliveira também participam do disco. Sobre ele, escreveu Egberto Gismonti: "Esse CD mostra uma profunda percepção e conhecimento das muitas influências que nos construíram e nos sustentam como seres miscigenados, mestiçados ou misturados".

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Nine Inch Nails na rede


O Nine Inch Nails de Trent Reznor (à frente de Atticus Ross na foto) lançou "Ghosts I - IV,", seu primeiro álbum independente, na rede. No site da banda dá pra baixar de graça nove das 36 faixas do disco ou pagar US$ 5 por todas, mas há outras opções de compra para os fãs mais fanáticos que chegam a um pacote ultra-luxo que custa US$ 300.

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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Dos subterrâneos do Morro do Castelo


Por Eduardo Souza Lima

Os crias dos infernos aí do lado, em foto de Marcio Roberto, são os Monstros do Ula Ula. Se você ainda não teve o prazer de conhecê-los, pode fazer isso no My Space, no blog deles, no Fotolog, no Orkut, ou no vídeo aí embaixo - tá mal gravado pra dedéu, mas foi o Kadu, ex-baterista deles, que botou no YouTube; também dá pra assistir ao videoclipe de "Babe Ula Ula" aqui. Ou ver os caras ao vivo amanhã, de graça (com Super Hifi e Os Gatunos), a partir das 18h, na calçada em frente ao no La Cucaracha Bazar e Galeria (Rua Teixeira de Melo 31, Ipanema, junto à Praça General Osório). Os Monstros do Ula Ula são Lucky Luciano (vocal), Diba Delgado (guitarra e vocais), Kalango (guitarra e vocais), o formidável
Formigão (baixo) e Pedrosa (bateria).


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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

RRRRRRRRRROCK!


O Autoramas, cujo último álbum, "Teletransporte", figurou na maioria da listas dos melhores de 2007 e foi eleito o melhor do ano pela Trama Virtual, está de site novo, e ele é bem bacana. A banda de Gabriel Thomaz, Selma e Bacalhau toca no dia 1º no Uruguai, no Grito Rock Montevideo, ao lado de The Supersónicos e Sonido Pop, no Parque Rodo, com entrada franca.


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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

No ar, a rádio Lapa Lounge


Com apresentação e produção dos Djs Jorge Luiz e Brant e notas culturais da Srta. "A". Os destaques do programa desta semana são Foster Kids, Earl Greyhound e Les Savy Fav, mas rola também Pixies, Bloc Party, Virna Lisi, Fernanda Takai, Yeah Yeah Yeahs, Future Of The Left, The Veras, Future Clouds & Radar e mais. Ouça aqui.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Luca Prodan e o Sumo


Por Eduardo Souza Lima

Diz a lenda que o italiano Luca Prodan (o carequinha da foto acima) foi colega de turma do príncipe Charles quando estudou na Escócia. Conta-se também que ele foi morar na Argentina para tentar se curar do vício da heroína - porque, até hoje, não é uma droga muito fácil de se encontar deste lado do Atlântico -, mas que em Buenos Aires descobriu as delícias da genebra, bebida que acabou o levando à morte precoce, aos 34 anos, em dezembro de 1987, de cirrose. Verdade ou não, fato é que ele se tornou figura mítica do rock latino-americano, como vocalista e principal compositor do Sumo, até hoje o melhor grupo do continente, inexplicavelmente pouco conhecido por aqui - enquanto a gente tem que aturar malas como o Charly García.


"Heroina" ao vivo



Vindo de uma família abastada e problemática, nascido em Roma, filho de um italiano especialista em cultura oriental (o nome da banda vem da luta japonesa sumô) e de uma escocesa, Luca se educou num dos melhores colégios da Europa, o Gordonstown College. Viveu os anos 70 na Inglaterra, onde já arranhava uma guitarra nos pubs locais, e em 1981 se mudou para a Argentina. O Sumo foi criado no mesmo ano e a sua formação clássica trazia, além de Luca, Alejandro Sokol (bateria), Diego Arnedo (baixo), Germán Daffunchio (guitarra) e Roberto Pettinato (saxofone). Em outubro de 1983 a banda grava um cassete independente, "Corpiños en la madrugada", reeditado em disco em 1992. O primeiro álbum, "Divididos por la felicidad", saiu em 1985. No ano seguinte é lançado o seu melhor disco, "Llegando los monos", trazendo a comovente "Heroina" e o hit "Estallando desde el oceano" (essa do videoclipe muuuuito anos 80 aí embaixo), além de "TV caliente", a minha favorita, uma ode à atriz italiana Virna Lisi. O último álbum oficial foi "After chabón" (1987), mas a CBS ainda lançou o póstumo "Fiebre" (1988). Todos são ótimos, mas era ao vivo que o Sumo era o sumo. Quem viu a banda no palco (valeu, Paola!) garante que o carisma de Luca fazia o Renato Russo virar roadie.


"Estallando desde el oceano"

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Venda a sua arte


Por Arthur Moura*

Há 20, 30 anos, os artistas tinham um enorme problema para vender sua música, cativar um público e se tornar "comercializável". Eles ficavam nas mãos das grandes gravadoras que dominavam o mercado fonográfico. Não existiam selos independentes, homestudios nem muita menos a Internet. Hoje, apesar do advento dessa enorme rede de contatos, o artista muitas vezes não sabe nem por onde começar. Dificuldades que se foram com o tempo ganharam uma nova roupagem a serem superadas. A indústria se tornou mais versátil, mas nem todos ainda conseguiram enxergar essa versatilidade e aliá-la com suas propostas. Há mercado para todos, do popular ao extremo experimentalismo. Ouvimos dizer que músico vive é de shows, pois ganhar dinheiro com a venda de CDs é muito difícil, e quando o assunto é ganhar dinheiro na Internet a imagem negativa da rede é a maior vilã da história. Não é de se assustar, pois a Internet apesar de ter um significativo aumento no número de usuários a cada ano que se passa, ainda é uma ferramenta nova e nem todos a tem realmente como uma verdadeira ferramenta que aliada ao trabalho pode ser motivo de grandes avanços nessa conquista.

Observam-se experiências feitas, como o caso da banda Radiohead (foto), que rompeu o contrato com a gravadora e decidiu seguir carreira independente. Agora lançam seus discos no site oficial onde disponibilizam o álbum completo. Lá tem opção que o fã pode pagar ou não qualquer valor para ter acesso a obra. Grande parte dos downloads realizados teve uma forma significativa de pagamento, mostrando que o público se sensibilizou com essa atitude. Existem outros exemplos, como alguns grupos de música experimental da Alemanha que decidiram fazer uma espécie de mapeamento dos fãs que acompanham a banda através de um site de cadastramento. Com isso descobriram que mesmo tendo um público relativamente pequeno, estes fãs sempre vão existir e dar apoio, sendo indo aos shows, comprando discos e até financiando novos projetos do grupo, impedindo a extinção do mesmo. Isso mostra algumas estratégias tomadas para se tentar reverter à crise atual, e até mesmo criar condições de sustento para o artista. Não existe uma fórmula mágica para se ter êxito nesse mercado, mas somente analisando a Internet como um fator aliado chega-se a infinitas possibilidades de se obter um bom resultado. A grande questão é: como usar bem essas ferramentas, como a Internet, o homestudio, os selos?

Muito se diz sobre a popularização dos homestudios, que se tornam cada vez mais baratos e acessíveis. Mas sabemos que apesar do surgimento de inúmeros equipamentos, dos preços e condições de pagamento estarem sempre se adaptando ao bolso do consumidor, esse barateamento ainda não é o suficiente para ser um fator que todos possam de fato tê-los em suas residências. O acesso a um estúdio caseiro dá uma liberdade infinita quando o assunto é produção. O artista passa a ter uma espécie de laboratório onde nascerão as obras. É como para um pintor ter o seu atelier. Diversos programas também surgiram para facilitar esse contato do músico com as técnicas de gravação, mixagem e masterização, tornando possível assim uma maior intimidade com todo o processo de criação.

Os selos, por sua vez, se tornaram um grande atrativo para o arista. É bom observar que cada selo oferece uma determinada função no mercado. Existem os que têm seu foco voltado para distribuição, outros para produção e alguns que não servem para nada também. Ter um selo é algo que pode ajudar o artista a ter resultados mais concretos, como uma boa produção do disco, a distribuição do mesmo, mais contatos e mais shows, divulgação na mídia, etc.

Tudo isso mostra que para se chegar a um nível aceitável no mercado, o músico precisa passar por várias fases que faz com que suas obras de fato estejam prontas a serem vinculadas para o consumo do público. Por isso há uma grande necessidade da valorização de todo esse processo produtivo, onde observamos que não basta simplesmente chegar num estúdio, gravar e "jogar" na Internet sem compromisso algum o material produzido. Pelo contrário, há todo um investimento, seja de caráter financeiro, espiritual, tecnológico, que faz da música e toda expressão artística um bem a ser preservado e valorizado. E para que esse ciclo não morra, é preciso que a comercialização da arte através da Internet seja algo de fato a ser consolidado e entendido como uma necessidade por todos aqueles, seja o público consumidor ou os que produzem, que desejam ter essa rede de contatos como aliada. A comercialização por essa via é consideravelmente mais barata e acessível que a atual venda que as grandes empresas dominadoras do mercado fonográfico impõem ao consumidor. Talvez more aí o alimento para outra indústria: a pirataria. Por isso devemos repensar em como viabilizar uma maior versatilidade nessa nova era, pois se a arte morrer aqui, a próxima não haverá.

*Arthur Moura é músico. Ouça aqui o seu novo disco.

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Rap de alta-fidelidade


O rapper carioca João Xavi acaba de lançar na internet seu novo disco, "Alta-fidelidade". A proposta do trabalho, segundo ele, é fazer "um rap que foge dos padrões habituais, que arrisca o diálogo com a musicalidade brasileira e latina, trazendo temáticas positivas e novas abordagens nas letras". Nascido e criado em São João de Meriti, Xavi, que também é jornalista (colabora com os sites Rock Press e Overmundo), fotógrafo e historiador (é autor da tese "Da Tropicália ao Hip-Hop: Contracultura, repressão e alguns diálogos possíveis", disponível no site Bocada Forte) lançou seu primeiro disco, "Dias de luta, noites de amor", no ano passado. Dá para baixar "Ata-fidelidade" no link http://www.4shared.com/file/24290242/2eae1227/joao_xavi_-_alta_fidelidade.html ou pedir o CD pelo e-mail xjoaox@gmail.com.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

OK Computador


Por Eduardo Souza Lima

Zémaria não faz música pra gringo ouvir e talvez isso explique o sucesso que o grupo capixaba está fazendo lá fora. Vindos de mais uma turnê pela Europa (dá pra ver no YouTube o documentário feito lá pela produtora Mirabólica) Nego Léo (bateria), Marcel Dadalto (sintetizadores, guitarra e programação), Michel Sponfeldner (baixo) e Sanny Lys (voz e efeitos) lançam seu novo CD, "11 trax". Além de músicas do EP "Aqui não tem silêncio", lançado exclusivamente no site da banda, o disco traz quatro faixas inéditas, "Air talk", "Laser eyes" (videoclipe abaixo), "Buenas" e "Someone else". Sanny agora também canta em inglês, para facilitar a vida dos fãs estrangeiros. Por enquanto só dá pra comprar o álbum pela internet, mas Marcel promete que em breve ele estará nas melhores casas do ramo. Eu bati um papo com o camarada, que também está fazendo sucesso além-mar com o seu projeto-solo Monk Ponk.





Como você definiria o som do Zémaria?
Rock de computador. Engraçado que muita gente acha que a gente é DJ porque mexe com música eletrônica. Na real, a nossa formação é totalmente musical. A gente já teve várias bandas de rock, pós-punk, hardcore... Só que dos estúdios de ensaio e das garagens a gente foi pra dentro de um quarto com um computador. Vendi a guitarra e comprei um sintetizador.

O novo disco tem músicas em inglês porque vocês estão de olho mercado exterior?
De certa forma sim. A gente tem tocado bastante na Europa. Já foram aí três turnês que somam mais de 70 shows lá fora. E lá fora, se a gente canta em português é rotulado de world music na hora. E world music não é a nossa. A gente tá mais pro electro-rock... algo assim. O legal do inglês é que ele funciona em todos os países que a gente vai. Na Alemanha, na França e até em Portugal.

Como está sendo feita a distribuição do disco aqui e no exterior? Algum selo vai cuidar - ou está cuidando - disso lá fora? Como comprar o disco aqui no Brasil?
Estamos apostando na distribuição online. Temos um empresário na Alemanha e em Portugal cuidando disso. Aqui no brasil a gente prensou mil cópias em CD que acabaram em semanas com vendas nos próprios shows da banda. Vamos para a segunda prensagem e ai sim vamos vender nas lojas de todo o Brasil.

E o disco de vinil do Monk Ponk?
Eu fiz uma página no Myspace e um DJ famosinho lá da Alemanha ouviu a música lá, não sei como, e entrou em contato comigo. Resultando daí o lançamento em vinil de três músicas minhas. É um projeto mais calminho, e mais eletrônico, cabeçudão. É uma ressaca do meu trabalho com o Zémaria. Acho bom ter projetos paralelos porque eles ajudam um ao outro.

Como foi a última excursão pela Europa? Onde vocês tocaram? Que tipo de lugar Boates, clubes, festivais?
Foi a melhor de todas. A gente viajou com amigos que são videomakers e registraram toda a viagem. Acabamos fazendo um programa de TV sobre as aventuras de uma banda brasileira na Europa. Da pra ver no YouTube. A gente tocou em várias cidades da Alemanha, Portugal, França e Inglaterra. A receptividade é ótima. Principalmente porque a gente costuma viajar sempre no verão, e os europeus estão sempre muito pilhados nessa época do ano. Tocamos em todo tipo de lugar: em praias, campeonato de surf, clubs hypados, festivais, ao lado de grandes artistas como Jamie Lidell, Señor Coconnut, Cold Cut, Yellowman... e tambem tocamos em alguns inferninhos clássicos.

Como a galera costuma receber vocês lá fora? Algum desavisado acha que é um grupo de pagode - por causa do Brasil e do nome Zémaria?
Hahahahaha... não, isso nunca aconteceu não. Até porque as atrações lá são muito bem explicadas para o público.

O que vocês gostam de ouvir?
Dub, reggae, jazz, drum 'n' bass, hardcore, rock, minimal, house music, IDM... e as músicas que saem aqui no meu estúdio.

E como estão os projetos-solo?
Além do Zémaria, eu toco na banda Telepathique, tenho o meu projeto Monk Ponk e o Hot Tape com meu amigo DJ Periférico, de São Paulo. Tenho um estúdio, o Asimov, onde produzo minhas coisas e trabalho como sound designer fazendo trilhas para TV e cinema. Músico é malabarista, tem que se virar de várias formas.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Irresistível


A cantora gaúcha Alexandra Scotti está lançando o seu quinto CD, "Irresistível". Alexanda assina sozinha oito das dez faixas - as execeções são "Ouvir criança", feita em parceria com Adriana Deffenti, e "Meu esquema", de Fred 04. A canção-título, de gostosa levada pop, faz jus ao nome. No site da cantora dá para ouvir.

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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Cyberpunk rock


Uma das boas novas bandas de rock do Rio, a Homocinetica está com novo site no ar, http://www.homocinetica.com/. Além de fotos e informações sobre o grupo da baixista e cantora Alissa Cibiac, do guitarrista e cantor Teo Fernandes e do baterista Carlos Fonseca, dá pra ouvir lá músicas do seu primeiro CD, como a candidata a hit "X-Cabaret".

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